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Gasparzinho, te desprezo.

29 29UTC Dezembro 29UTC 2009

Tarok Makto

Eu não tenho medo do lobo mau. Pelo menos, não enquanto ele estiver vivo. Qualquer tipo de espírito é um grande problema para minha imaginação. O mais sanguinário dos serial-killers não têm o mínimo impacto se comparado a singela ideia de um fantasma assombrando a dimensão humana. Considerando que palavra fantasma seria simplista para definir o tipo de entidade a qual me refiro.

Assistir a um filme de terror não é um problema. Assistir a um filme de terror espírita é o pior dos pesadelos. A ansiedade e os sustos durante a exibição são os mesmo que o de um público padrão. Meu comportamento infantil e irracional nos momentos subsequentes não.

Espelhos completamente ignorados. Luzes acesas em todos os cômodos que estejam dentro do campo de visão. Companhia humana, se disponível. Televisão sintonizada nos canais mais coloridos e alegres possíveis. E uma distração qualquer. Um pacote imbecil para um espectador cagão.

Ser cético e descrente não adianta. É muita pretensão acreditar que seríamos os únicos a ocupar esse plano. E um grande desapontamento o conceito de que viraremos pó após o inevitável dia. Minha rinite não toleraria a ideia. Então dispenso uma alergia pela eternidade.

A filmografia do capeta eu praticamente desconheço. Porque, confesso, fico bastante impressionado. Algumas vezes até corro riscos, mas a experiência sempre acaba em arrependimento. Numa das últimas vezes em que tive a infeliz ideia de tomar sustos por opção própria para finalidades recreativas, estendi mentalmente a aventura por um mês. Emily Rose me acompanhou por um bom tempo, principalmente às 3h da manhã.

Eis que hoje me deparo com um daqueles momentos em que não havia opção. “Atividade Paranormal” é um dos filmes da temporada mais comentados na Internet e todo mundo está morrendo de curiosidade para assistir – inclusive meus amigos. Mérito de uma bem sucedida estratégia de marketing (obrigado, publicitários).

Juntamo-nos em um grupo de treze pessoas para assistir a tão bem falada trama. Número não muito adequado para os supersticiosos e impressionados (incluo-me neste último). Mas a companhia compensava e a oportunidade latente seria a única para que eu pudesse ter uma percepção própria da história. Se a escolha dependesse de mim, teríamos obviamente assistido a algo inteiramente concreto e humano. Se possível com locações durante o dia.

Felizmente a história, como todos que assistem vêm afirmando, é pobre em sustos. Não deixa de ser interessante, mas não assusta nem ao mais cagão dos espectadores (eu). Há alguns momentos – ou melhor, UM momento – bastante intenso, mas, no conjunto, a obra deixa a desejar. O que foi um alívio, relativamente falando.

Diante de um filme patético, o término da exibição foi marcado por risadas coletivas. Mas para não fazer feio no clube dos impressionados, mesmo em um contexto desprovido de taquicardia e gritos histéricos, resgatei minha típica sensação do espectador cagão de “estamos sendo observados”. A história não poderia ser a única coisa patética da noite.

Solitariamente recolhido em casa continuo a repassar algumas cenas em meu maldito cinema mental. Apenas uma das medidas do pacote citado no inicio deste texto faz falta ao se tratar da cabeça imaginativa de um cético que acredita em atividades paranormais. Dormir seria a opção mais adequada para acabar com esse comportamento ridículo. Mas o relato é mais intenso enquanto na companhia dos inúmeros vultos e sons inexistentes que minha mente cria neste momento.

Se servir de consolo, pelo menos ninguém puxou meu pé… ainda.

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Bocejo dos Vampiros

11 11UTC Dezembro 11UTC 2009

A vida após a morte não deve ser fácil. Puro marasmo. Matar almas inocentes e sugar seus sangues é um passatempo tão século passado que já deve ter se tornado algo superentediante. E mesmo que o cara goste de ser um típico vampiro, bebericando de um pescocinho uma vez ou outra, sempre tem um CHATO puritano para acabar com a diversão.

Sookie & Bill

Veja o caso da série True Blood. Ser mal se tornou algo tão condenável que até já inventaram o tal do sangue artificial. Depois que os vampiros saíram do armário a política é enturmar. Tanto que os bares e restaurantes comercializam o suposto sangue como qualquer outro prato, oferecendo opções para os diversos tipos de paladares vampirescos – do A positivo ao O negativo.

Os coitados (ou afortunados?) não possuem alma. Não podem comer uma pizza sequer, deve dar desarranjo ou algo do tipo. E não podem sair a luz do dia. Porra, então deixem os caras ao menos confraternizarem bebendo um sanguezinho em paz – contanto que não seja o meu – e serem felizes para sempre no sentido mais literal da palavra.

Possuir poderes sobre-humanos, mas ter de ponderar seu uso deve cansar a imortalidade. O auge da felicidade para um ser póstumo contemporâneo provavelmente seja uma trepadinha aqui, outra acolá. No caso dos vampiros de True Blood fazer sexo é o melhor passatempo (aliás, o nome da protagonista – SOOKIE – é beeeem sugestivo). Nesses momentos tenho a impressão que eles ganham uma corzinha mais alegre sobre suas peles branco-papel.

Angel & Buffy

Já o pobre Angel nem isso faz de bom. Esse é um vampiro com alma, daqueles bem certinhos e irritantes. De vampiros bonzinhos o mundo está cheio. E Angel é tão caxias que opta por não se envolver sexualmente com Buffy, por quem ele tem uma queda, porque daí a casa cai mesmo. Perde a alma que lhe fora dada e sai cometendo matanças por aí.

Por essas e outras o submundo está perdendo a graça. Às vezes tenho a impressão que alguns deles ainda têm esperanças de ir para o céu. Uma vaidade desnecessária. Se grande parte da comunidade não consegue se enxergar no espelho é por alguma razão. Vampiros não deveriam se preocupar com nada a não ser matar para se alimentar. Há coisa mais poética?

Bella & Edward

Vampiros, vampiros… sejam maus. Ou não sejam nada. E não me venham com essa história de brilhar no sol. Em Crepúsculo os sugadores de sangue não pegam fogo e morrem como os demais, mas BRILHAM. Dizem que bicha não morre, vira purpurina. Será então que todos os vampiros da saga são gays?

Não se fazem mais vilões como antigamente. Conde Drácula faz muita falta nos dias de hoje. E a Vampira Cláudia, interpretada por Kirsten Dunst no filme Entrevista com Vampiro, tem mais pulso na pós-vida do que essas novas criaturas repaginadas para o século XXI. Afinal, vampiros são ratos ou morcegos? Até o Batman está perdendo moral por causa deles.

aham, Claudia, senta lá.

Dá para perceber de cara: os caras estão cansados e entediados. E as pessoas estão ficando de saco cheio junto a eles dessa humanização em massa. Crise existencial no ramo não tem cabimento. Vampiro não ama gente, ama sangue. Daqui a pouco a profissão do futuro será analista de vampiro. Fica a dica para quem precisa de orientação profissional. Mas já aviso, quem vai ficar deprimido com tanta asneira vai ser você.

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Clipes

27 27UTC Outubro 27UTC 2009

Há bastante tempo não posto nada e me envergonho disso. Tenho assuntos interessantes em mente para escrever sobre, mas por falta de tempo ou paciência, não tenho chicoteado tanto como deveria.

Hoje retorno subitamente, não para divagar sobre um assunto específico, mas para compartilhar alguns clipes legais. Andei pensando sobre o assunto, e acho válido esse registro. Obviamente são apenas alguns que lembrei agora, dos milhares de clipes massa que existe por aí. A medida em que for lembrando de mais, faço um novo post.

Madonna – Express Yourself

Jamiroquai – Virtual Insanity

Emma Bunton – Maybe

Sophie Ellis-Bextor – Mixed Up World

Ciara Feat. Justin Timberlake – Love Sex Magic

Elvis Presley vs. JXL – A Little Less Conversation

Athlete – Black Swan Song
Esse eu não consegui acoplar. Mas fica a dica. hahaha

Outra hora lembro outros. Hasta.

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10 things I hate about you

22 22UTC Junho 22UTC 2009

“I hate the way you talk to me,
and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car,
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots
and the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick,
it even makes me rhyme.
I hate the way you’re always right,
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,
even worse when you make me cry.
I hate it when you’re not around,
and the fact that you didn’t call.
But mostly I hate the way I don’t hate you,
not even close,
not even a little bit,
not even at all.”

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Jornalismo e jornalista em pauta

19 19UTC Junho 19UTC 2009

Queda da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Quem lutou por essa não exigência do diploma se baseia na constituição, alegando que limitar o exercício profissional da comunicação, em específico o exercício do jornalismo, apenas à profissionais formados é ir contra a constituição brasileira, porque essa limitação vai contra a liberdade de expressão dos demais cidadãos não diplomados. Além disso, afirma-se que o jornalismo não é uma profissão que exija conhecimento técnico.

Na minha concepção, esse tipo de afirmação é hipocrisia pura. E isso baseado no fato de que hoje as limitações para que as pessoas possam se expressar são cada vez menores. Qualquer um tem espaço, se tiver interesse, para publicar seus pensamentos, suas ideias e suas opiniões. Os equipamentos tornaram-se acessíveis e a Internet tornou-se um canal dos produtores caseiros, para citar um exemplo.

Em uma era em que a tendência é essa, desvalorizar essa profissionalização, a meu ver, é um retrocesso. Ainda mais considerando que essa exigência existe há tanto tempo. E independente de ter sido criada na época da ditadura militar, a obrigatoriedade hoje, já não se aplica a esse sistema político. O jornalismo evoluiu, e a sociedade evoluiu junto com ele.

Os argumentos a favor do diploma, no entanto, também não me convencem. Afirmar que, por causa da não exigência, o jornalismo terá necessariamente uma queda em sua qualidade não me parece correto. Até porque as empresas as quais valorizam a profissionalização – seja na área que for – continuarão contratando e exigindo profissionais diplomados. Pedido que também é feito pelas próprias pessoas que se posicionam contra a obrigatoriedade do diploma (novamente a hipocrisia). Fazer tal afirmação, então, é menosprezar o jornalismo que já esta sendo feito hoje em dia.

Como bem se sabe as Universidades não preparam devidamente os focas (futuros jornalistas) para enfrentar o mercado de trabalho. Primeiro porque a profissão de jornalista é bastante segmentada, e os custos em termos de equipamento para prover o contato dos alunos com essa segmentação é alto. Segundo, porque realmente o ensino em comunicação, de maneira geral, é fraco.

Claro que isso depende muito do próprio estudante. Eu vejo a Universidade como muito mais do que um mero local de aprendizado técnico ou teórico. O meio acadêmico é um espaço de convivência, discussão e reflexão, independente da faculdade cursada. Ela é importante, principalmente no caso do jornalismo, por essa imersão profunda na profissão. É isso que, na minha cabeça, faz da Universidade um lugar tão importante. E também por isso que depende muito do futuro profissional a qualidade da sua própria formação.

Mas mesmo importante, o sistema de ensino superior hoje não forma adequadamente esses profissionais. Se a utopia atual do ensino fosse alcançada, ainda assim haveria lacunas a serem preenchidas. Por o jornalismo ser uma área de abordagem tão geral em termos de conhecimento, faço campanha pela ampliação da grade curricular do curso. Defendo a importância dos conhecimentos teóricos e técnicos específicos do jornalismo, sim, mas defendo também a importância de conhecimentos históricos, geográficos, literários, sociológicos, filosóficos e legais nos meios acadêmicos. Para citar alguns.

Obviamente não há tempo para que tudo isso seja abordado de maneira profunda dentro de uma faculdade. Mas a união desses conhecimentos, básicos para todo jornalista, é de extrema importância para um bom exercício da profissão. Isso é exigido de nós, mas de maneira empírica. Por que não, então, solidificar uma formação de maneira realmente concreta?

Em países onde não há obrigatoriedade de diploma para exercício da profissão – embora grande parte das empresas nesses países exija essa formação –, como é o caso dos Estados Unidos, a faculdade é bem mais focada em termos de produção do que em termos teóricos. Não que eu ache isso certo isoladamente. Mas não se pode negar a eficiência da prática constante. O ponto que quero chegar é esse: a teoria nos meios acadêmicos não deveria ser específica da comunicação, mas um mix mais aprofundado de todas as áreas. Jornalista precisa conhecer e, acima de tudo, saber pensar! Já a técnica deveria ser incentivada mais em termos de prática do que apenas uma mera visão da própria prática.

Um especialista em generalidades deve ser preparado para lidar com as generalidades. E o argumento de que a queda da exigência abre porta para profissionais de outras áreas falarem com mais propriedade na mídia sobre suas próprias áreas é um argumento furado. Porque o jornalista deveria ter competência para trabalhar a informação de maneira conjunta com esse profissional. Ele assina o texto e a estrutura de determinada matéria, mas o profissional da área específica tem participação intensiva nessa produção.

Toda a divagação até agora leva a um nó central: não é a obrigatoriedade ou não do diploma que vai fazer com que o jornalismo torne-se decadente. É o conformismo e a comodidade que fazem isso. Talvez esse baque para os profissionais da área sirva como incentivo para uma verdadeira revolução na profissionalização do jornalista. E se isso realmente acontecer, talvez esse obstáculo nos faça pular mais alto.

O que eu defendo quando me indigno com essa decisão do Supremo Tribunal Federal e quando brigo pelo meu diploma, é a minha valorização como profissional. Porque acredito que sem essa obrigatoriedade, acontecerá uma saturação ainda maior do mercado de trabalho e a regulamentação de direitos e deveres, bem como de pisos salariais, ficará sem controle algum. É um pensamento egoísta? É. Paciência. De resto, em minha opinião, essa mudança não fará uma diferença tão grande assim em termos de qualidade de produção.

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Idade e tecnologia

17 17UTC Junho 17UTC 2009

A tecnologia avança rapidamente todos os dias. Ontem Pentium II era vanguarda, hoje não funciona para praticamente bosta nenhuma. Uma câmera digital de 2.0 megapixels era equipamento caro, agora é utensílio básico dos celulares mais modernos.

Para quem cresce com esse avanço meteórico, a adaptação é processo facilitado. Os mais jovens nascem rodeados de aparatos tecnológicos e acompanham a evolução e a complexificação das ferramentas todos os dias. Desvendá-las chega a ser entretenimento.

Para as pessoas mais velhas, no entanto, que massacravam seus dedos para datilografar um texto em folha A4, a situação complica um pouco. Há exceções à regra, logicamente. Mas de maneira geral, dentre os familiares os quais acompanho – por exemplo -, a briga é sempre a mesma.

Sou um jovem que convive com uma família sexagenária. Então tenho propriedades para falar sobre esse conflito homem versus máquina. Minha mãe é um exemplo clássico da pessoa que se interessa por computadores e tecnologias, mas que não consegue assimilar certas coisas. É normal. Mas há momentos em que chega a ser engraçado. E irritante.

A máxima acontece quando há associações bizarras do tipo “se ele gira aquele botão para aumentar o som no computador dele, então o mesmo botão vai aumentar o volume no meu.” O problema é que os equipamentos estão em cômodos DIFERENTES sem conexão ALGUMA. No final das contas, quem acaba com o som nas alturas sou eu. Típico, aceitável e, obviamente, cômico.

Mas há vezes que irritam também. Errado porém inevitável, porque é difícil de entender por que as pessoas não conseguem assimilar as coisas. Talvez quando for sexagenário eu entenda. Hoje esse processo empático é muito complexo para mim.

Tenho certeza que muitas outras pessoas se identificam nesse ponto. Esses dias, caminhando pelos corredores da Fenadoce, vi uma cena tão lamentável que segurar a risada foi um exercício intensivo de autocontrole. Uma senhora, de câmera fotográfica em punho, segurou o aparelho ao contrário para bater a foto da neta. Colocou o ZOOM no OLHO e não entendia porque não conseguia bater a bendita foto. A guria, olhando para os lados, meio acanhada, gritava: “não! é do outro lado!”

É triste, eu sei. Mas é impossível negar a graça da situação. Quem convive tanto com tecnologia chega ao ponto de banalizar situações como fotografar, e assim acaba por não entender como uma pessoa com o mínimo de cérebro consegue fazer uma coisa dessas.

Abrir as portas desse novo mundo virtual aos nossos pais e avós é um exercício de paciência. E com halteres bem pesados. Mas precisamos dessa dedicação. Afinal, foram eles que tiveram paciência com NOSSO aprendizado no inicio de tudo. Um aprendizado relâmpago se comparado com esse inverso, claro. Mas que também exigiu paciência. MUITA paciência.

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Pessoas presentes

16 16UTC Junho 16UTC 2009

Já ganhei muitos presentes na vida. Presentes, não no sentido material da palavra. Pessoas as quais fui abençoado com a convivência. Amigos que me ensinam muito, direta e indiretamente.

Talvez eles não saibam, e eu não faço questão de ficar dizendo. Mas vários traços da personalidade de cada um acrescentam na minha. Porque eu tento absorver ao máximo aquilo que admiro. Há quem diga que isso seja falta de personalidade. Eu afirmo ser crescimento pessoal.

Obviamente não pretendo ser igual a ninguém. Mas tento me espelhar em quem admiro para poder ser uma pessoa melhor. Todo mundo de certa forma faz isso.

E é incrível como aprendo. Não só em termos de personalidade, mas sobre assuntos em geral. Os interesses de cada um me completam. E na posição de generalista, nada melhor do que amigos com interesses segmentados, né.

Já aprendi a ser mais sociável. E aprendo até hoje. Aprendo MUITO sobre música. E sobre teimosia. Aprendo sobre determinação. Aprendo sobre personalidade. Aprendo sobre alegria. Aprendo sobre iniciativa. Aprendo sobre intensidade. Aprendo sobre dedicação. Aprendo sobre cinema. E sobre cultura em geral. Aprendo sobre insegurança. Aprendo sobre confiança. Aprendo sobre moda. Aprendo sobre paixão. Aprendo sobre auto-controle. Aprendo sobre calma. Aprendo sobre vídeo-games. Aprendo sobre filosofias de vida. Aprendo sobre união. Aprendo sobre fé. Aprendo sobre internet. Aprendo sobre verdade. Aprendo sobre mim mesmo.

E o mais complexo disso tudo é que outras tantas pessoas incríveis já passaram por minha vida e eu, infelizmente, não tive oportunidade de manter relações mais próximas com elas. Simplesmente é impossível se ter por perto todas as pessoas legais e interessantes desse mundo.

Agradeço, ao menos, por estar rodeado hoje de presenças tão especiais. Isso compensa qualquer outra amizade perdida no tempo.

Sejam novos ou antigos, amigos presentes, sempre. Assim seja.

Uma homenagem a todos os amigos queridos.
Leiam eles este texto ou não.

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Indecisões de um indeciso

30 30UTC Maio 30UTC 2009

Eu não sei se o problema seria minha racionalização extrema sobre as decisões. Mas fazer escolhas sempre foi uma dificuldade para mim. Claro, se me apresentam argumentos plausíveis para determinada posição, não penso duas vezes. O que incomoda é quando não há esses argumentos. Ou quando há, mas em nível de igualdade.

Eis que surge este indeciso compulsivo. No sentido mais fútil da coisa, sou indeciso até na hora de comprar uma peça de roupa. Agora imaginem quando a situação se reflete em uma escolha mais complexa como vida profissional. Fico mais perdido do que cusco em tiroteio. Não sei se vou ou se fico se fico ou se vou.

E o mais incrível é que as escolhas difíceis caem na minha vida constantemente. Provavelmente eu esteja dramatizando, porque isso acontece com todo mundo. E, ao contrário do que possa parecer, não estou reclamando. Até porque é melhor ter opções do que não tê-las. Mas me incomoda ser um cara com opiniões bem formadas e construídas, e ao mesmo tempo, um cara que (ainda) não sabe exatamente o que quer da vida.

Se penso nos prós da opção A, logo me vêm os prós da opção B. Acontece que a equação A+B não tem solução. Então é A ou B. E quando estou mais inclinado a uma delas, me surge a porra de uma opção C. Nesse momento surge a irritação e a vontade súbita de rabiscar esse alfabeto e amassar essa matemática.

Mas não adianta. Não dá para perder o controle. As escolhas surgem e as decisões precisam ser tomadas, por mais difíceis que possam ser. Às vezes gostaria de ser mais emocional e de me jogar mais de cabeça nas coisas, sem refletir muito. Essas impulsividades são boas na vida da gente. Mais inconsequentes, claro. Mas sem dúvida mais fáceis.

Sinceramente, não sei o que fazer com relação a várias tomadas de decisão. Como de costume, ainda não decidi nada. Nem sobre como finalizar este texto.

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Queime depois de assistir.

25 25UTC Maio 25UTC 2009

Queime Depois de LerSou uma pessoa que se interessa bastante por cinema. Mas não sei o suficiente para ser um crítico de qualidade. Mesmo assim, tenho a liberdade para comentar sobre os filmes os quais e vi, e se gostei ou não dos mesmos.

“Queime Depois de Ler” é um filme que deve ter seu nome levado ao pé da letra e, depois da leitura pelo aparelho de DVD, um filme que deve ser queimado. É uma crítica pesada, eu sei. Ainda mais vinda de um crítico superficial. Mas eu não consigo gostar de filmes que não tenham direcionamento algum.

Há quem diga que eu simplesmente não entenda. Talvez seja verdade. Até porque os filmes dos irmãos Coen nunca me agradaram muito. Talvez eu esteja acostumado com um padrão mainstream de se fazer filmes. Pode ser também. Mas se for isso, eu sou muito mais mente fechada do que pensei.

Sim, porque não compreendo como um filme se propõe a contar uma história – oferece elementos de uma narrativa -, mas não termina de contá-la. E dos filmes da dupla que vi, sempre acontece a mesma coisa. São paralelos que se relacionam, nenhum termina pro telespectador e nem os próprios personagens sabem o que aconteceu.

E o que mais me irrita nisso tudo é que a história te prende. O tempo passa voando simplesmente porque queremos saber o que acontece. O enredo é o máximo. O problema é que tu esperas por uma coisa que não acontece. E é isso.

Acho bárbaro quando um filme deixa uma lacuna para quem assiste. “E se?” ou “Ele fez isso por isso. Ficou implícito.” É uma maestria que poucos conseguem. E eu aplaudo quando vejo um filme assim. O problema dos filmes dos Coen os quais assisti é que eles sempre deixam uma lacuna muito maior do que deveriam. A viagem é massa. A simplorice de alguns personagens é o tchan. Mas onde aquilo tudo leva é que fica faltando. “Tá, e aí?”.

Parece que o que os diretores querem retirar um pedaço de uma narrativa qualquer da vida de um cidadão inexistente qualquer e basicamente contá-la. Não importa se ela leva a algum lugar, se ela terá desfecho. Só querem mostrar a complexidade das histórias e dos seus entrelaçamentos e chega. O que, repito, acho inteligente. Mas ainda assim sinto falta de algum direcionamento, de um ponto final, mesmo que subjetivo.

Sempre aprendi que histórias devem ter início, meio e fim. Pode ser um pensamento cabeça-dura. Mas um pensamento do qual eu que eu não consigo abrir mão. Esse é o meu desfecho. Paciência.

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Pergunta

4 04UTC Abril 04UTC 2009

Por que incomodam as pessoas por um consumo consciente se existem produtos nas prateleiras para um consumo inconsciente?

Fica aí a questão!