“I hate the way you talk to me,
and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car,
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots
and the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick,
it even makes me rhyme.
I hate the way you’re always right,
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,
even worse when you make me cry.
I hate it when you’re not around,
and the fact that you didn’t call.
But mostly I hate the way I don’t hate you,
not even close,
not even a little bit,
not even at all.”
Arquivos para a Categoria ‘Cinema’

10 things I hate about you
22 22UTC Junho 22UTC 2009
Queime depois de assistir.
25 25UTC Maio 25UTC 2009
Sou uma pessoa que se interessa bastante por cinema. Mas não sei o suficiente para ser um crítico de qualidade. Mesmo assim, tenho a liberdade para comentar sobre os filmes os quais e vi, e se gostei ou não dos mesmos.
“Queime Depois de Ler” é um filme que deve ter seu nome levado ao pé da letra e, depois da leitura pelo aparelho de DVD, um filme que deve ser queimado. É uma crítica pesada, eu sei. Ainda mais vinda de um crítico superficial. Mas eu não consigo gostar de filmes que não tenham direcionamento algum.
Há quem diga que eu simplesmente não entenda. Talvez seja verdade. Até porque os filmes dos irmãos Coen nunca me agradaram muito. Talvez eu esteja acostumado com um padrão mainstream de se fazer filmes. Pode ser também. Mas se for isso, eu sou muito mais mente fechada do que pensei.
Sim, porque não compreendo como um filme se propõe a contar uma história – oferece elementos de uma narrativa -, mas não termina de contá-la. E dos filmes da dupla que vi, sempre acontece a mesma coisa. São paralelos que se relacionam, nenhum termina pro telespectador e nem os próprios personagens sabem o que aconteceu.
E o que mais me irrita nisso tudo é que a história te prende. O tempo passa voando simplesmente porque queremos saber o que acontece. O enredo é o máximo. O problema é que tu esperas por uma coisa que não acontece. E é isso.
Acho bárbaro quando um filme deixa uma lacuna para quem assiste. “E se?” ou “Ele fez isso por isso. Ficou implícito.” É uma maestria que poucos conseguem. E eu aplaudo quando vejo um filme assim. O problema dos filmes dos Coen os quais assisti é que eles sempre deixam uma lacuna muito maior do que deveriam. A viagem é massa. A simplorice de alguns personagens é o tchan. Mas onde aquilo tudo leva é que fica faltando. “Tá, e aí?”.
Parece que o que os diretores querem retirar um pedaço de uma narrativa qualquer da vida de um cidadão inexistente qualquer e basicamente contá-la. Não importa se ela leva a algum lugar, se ela terá desfecho. Só querem mostrar a complexidade das histórias e dos seus entrelaçamentos e chega. O que, repito, acho inteligente. Mas ainda assim sinto falta de algum direcionamento, de um ponto final, mesmo que subjetivo.
Sempre aprendi que histórias devem ter início, meio e fim. Pode ser um pensamento cabeça-dura. Mas um pensamento do qual eu que eu não consigo abrir mão. Esse é o meu desfecho. Paciência.


