Arquivos para a Categoria ‘dia-a-dia’

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Pessoas presentes

16 16UTC Junho 16UTC 2009

Já ganhei muitos presentes na vida. Presentes, não no sentido material da palavra. Pessoas as quais fui abençoado com a convivência. Amigos que me ensinam muito, direta e indiretamente.

Talvez eles não saibam, e eu não faço questão de ficar dizendo. Mas vários traços da personalidade de cada um acrescentam na minha. Porque eu tento absorver ao máximo aquilo que admiro. Há quem diga que isso seja falta de personalidade. Eu afirmo ser crescimento pessoal.

Obviamente não pretendo ser igual a ninguém. Mas tento me espelhar em quem admiro para poder ser uma pessoa melhor. Todo mundo de certa forma faz isso.

E é incrível como aprendo. Não só em termos de personalidade, mas sobre assuntos em geral. Os interesses de cada um me completam. E na posição de generalista, nada melhor do que amigos com interesses segmentados, né.

Já aprendi a ser mais sociável. E aprendo até hoje. Aprendo MUITO sobre música. E sobre teimosia. Aprendo sobre determinação. Aprendo sobre personalidade. Aprendo sobre alegria. Aprendo sobre iniciativa. Aprendo sobre intensidade. Aprendo sobre dedicação. Aprendo sobre cinema. E sobre cultura em geral. Aprendo sobre insegurança. Aprendo sobre confiança. Aprendo sobre moda. Aprendo sobre paixão. Aprendo sobre auto-controle. Aprendo sobre calma. Aprendo sobre vídeo-games. Aprendo sobre filosofias de vida. Aprendo sobre união. Aprendo sobre fé. Aprendo sobre internet. Aprendo sobre verdade. Aprendo sobre mim mesmo.

E o mais complexo disso tudo é que outras tantas pessoas incríveis já passaram por minha vida e eu, infelizmente, não tive oportunidade de manter relações mais próximas com elas. Simplesmente é impossível se ter por perto todas as pessoas legais e interessantes desse mundo.

Agradeço, ao menos, por estar rodeado hoje de presenças tão especiais. Isso compensa qualquer outra amizade perdida no tempo.

Sejam novos ou antigos, amigos presentes, sempre. Assim seja.

Uma homenagem a todos os amigos queridos.
Leiam eles este texto ou não.

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Jeito Brasileiro

25 25UTC Janeiro 25UTC 2009

Métodos eficientes de se arrumar espaço em uma cozinha superlotada de equipamentos de… hum… cozinha:

- mãe, me diz uma coisa… por que a torradeira tá no chão? a gata tá cheirando…
- porque não tinha outro lugar pra colocar, oras!
- como assim? hahaha
- ai, não tinha espaço na mesa. é só pra almoçar, depois eu coloco na mesa de novo!
- ahhh! tá bom! hahaha

Se você não tem espaço, já sabe: joga tudo no chão! hahaha
ADOREI!

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Cidade das Malas

26 26UTC Outubro 26UTC 2008

Dublin não é uma cidade como as outras. Aqui a temperatura é louca, o clima é insano e os habitantes uns malas. E mesmo com esses aspectos negativos, a cidade (talvez o país) intriga quem é de fora, e como o ímã atrai o metal, acaba atraindo muitos visitantes todos os dias.

A ambiguidade é clara: não são só os malas dos irlandeses que compõe a paisagem de Dublin, mas as muitas malas estrangeiras que acompanham seus donos viajantes.
Não confunda! O último caso é literal!

Tem aquele viajante a negócios, com sua mala discreta, equivalente aos seus dias de trabalho. Há os extravagantes, com suas malas coloridas e cheias de penduricalhos. E, claro, não poderiam faltar os verdadeiros mochileiros, que não carregam malas, mas que ainda assim se enquadram na categoria dos desbravadores urbanos.

Seja o tipo de mala, não importa. No centro da cidade sempre se vê diferentes pessoas carregando os mais diversos tipos de bagagens.

Não sei qual a realidade dos outros países Europeus portanto não posso comparar. Acredito que a situação seja semelhante. Mas o que se vê em Dublin chama atenção todo santo dia, porque é impossível sair na rua sem se ver alguém carregando uma mala de rodinhas.

Isso quando não é a própria mala carregando a outra.

Aliás, falando em mala… novidades não tão novas em breve! ;)

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Myth & Me

26 26UTC Setembro 26UTC 2008

A relação entre o ser humano e seu animal de estimação é algo muito forte. Há quem não compreenda, há quem repreenda. Mas essa ligação existe, e só quem realmente ama/amou incondicionalmente seu companheiro(a) sabe do que estou falando.

Uma vez, quando criança, um dos meus vizinhos me indagou sobre minha preferência entre meu computador e minha gata – se eu pudesse manter apenas um, qual escolheria. Mesmo em uma época em que jogos eletrônicos eram a diversão do momento, minha resposta ligeira foi uma: logicamente, a gata.

Aquela situação ficou bastante marcada na minha cabeça até hoje. Não só a situação, como a reação indignada dos vizinhos a minha resposta. Mesmo sendo aquela uma pergunta de uma criança para outra, foi algo que me fez pensar durante anos a fio.

Hoje, daqueles vizinhos presentes, praticamente todos têm animais de estimação, e acredito eu, portanto, que hoje eles entendam o significado da minha resposta.

Um animal de estimação, mais especificamente no caso de um gato, não é apenas um “bicho” imprestável que come, solta pêlo e faz cocô. É um companheiro, é um amigo fiel.

Há quem pense que os gatos são traiçoeiros e egoístas. De certa forma eles são bem independentes, sim. Mas nem por isso deixam de demonstrar o quanto nos amam e o quanto curtem a nossa presença.

De qualquer forma, a questão do que quero dizer não é essa. Cada animal tem uma personalidade diferente e age de maneira diferente, independente de ser um gato, um cachorro ou um passarinho. A questão é que o animal deixa de ser um apenas um “bicho” e passa a ser um membro da família.

Ontem terminei de ler o livro Marley & Eu, sobre um dono e sua convivência com – na opinião do autor – o pior cão do mundo. Na minha percepção, nada do que fora escrito sobre Marley era algo excepcional. Muitos dos cachorros de amigos e parentes se comportam de maneira muito pior.

O que realmente chamou minha atenção é que, independente da similaridade com outros cães, aquele foi único para aquela família. E nos 13 anos de convivência, mesmo com toda o estresse que causava, Marley foi especial.

Da mesma forma com que uma gata, a minha gata, é especial. O pêlo dela pode atacar minha rinite alérgica. Ela pode roubar todas as minhas borrachas e bagunçar o lixo. Ela pode miar e me impedir de estudar na véspera daquela prova difícil. Ela pode ser igual a qualquer outro gato que existe na face da terra. Não importa. Pra mim, pra minha mãe, ela é mais que um gato. Seu comportamento e o amor que ela demonstra por nós supera a barreira da comunicação entre duas diferentes espécies animais – humanos e felinos.

Ontem ela completou 10 anos de existência. Dez anos me fazendo rir. Dez anos me irritando. Dez anos fazendo um cocô muito fedorento. Dez anos fazendo parte da família.

E como o tempo vôa! Parece que foi ontem que minha tia a trouxe em uma caixa de papelão, pequena, tímida. Parece que foi ontem que ela ficou perdida por dois meses no meio do mato. E parece que foi ontem que chorei por causa disso. Parece que foi ontem que ela teve sua primeira e unica cria.

Assim como Marley fez falta pra essa família, ela vai fazer falta na minha em alguns anos. Difícil pensar nisso. Mas a inevitável certeza da vida, a inevitável perda, é sempre compensada nos inúmeros ganhos ao longo dessa existência. Dos ganhos e aprendizados que vieram e dos que ainda estão por vir.

dormindo no inverno…

mexendo em alguma coisa…

Simples assim: amo!

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Moving Dance

21 21UTC Setembro 21UTC 2008

Quem me acompanha provavelmente se lembra dos problemas pelos quais passei com a família monstro e da minha saída às pressas pra casa da Jéssica. Também deve saber que me tornei o novo morador daquele flat, enquanto as gurias que lá habitavam mudaram-se para outro lugar.

Acontece, no entanto, que o endereço referente as minhas correspondências há dois meses não é mais o mesmo daquele inferno. Por muita sorte nossa, mudamo-nos – eu, Dartanhan e André – para um apartamento mais ao centro e muito maior. E isso tudo praticamente pelo mesmo valor.

mudança… de novo

Mas as coisas não são tão simples como parecem ser. A mudança não foi uma simples questão de procurar um lugar mais habitável, foi uma questão de sanidade mental.

Primeiramente porque, contrariando nossas expectativas, um pequeno flat de dois quartos não fora suficientemente espaçoso para abrigar cinco homens. Em segundo lugar, porque os vizinhos eram completamente loucos.

A tortura começava pelo barulho. Sucessivas mudanças e trocas de móveis de lugar no flat acima do nosso, justamente quando mais precisávamos dormir.

Depois, vinham as brigas homéricas do casal. A criança de apenas alguns meses, filha da dupla, nunca deixou seu choro atravessar as paredes da casa. Já os gritos e bate-boca da fera e da fera (sim, porque a bela só em conto de fadas) possuíam níveis que superavam essas barreiras.

No entanto, a pior parte não era quando eles brigavam, mas quando eles… digamos, se amavam. E como se amavam alto! Uma coisa totalmente desnecessária de se ouvir. Ainda bem que eu trabalho na madrugada, o que poupava meus ouvidos na maioria das vezes.

Sobre a obesa da vizinha da frente nós não tivemos muito do que reclamar porque ela não era tão inoportuna como os demais. O principal problema dela era apenas sua feiúra. Só de olhar pra cara da coitada já dava um desânimo, o que praticamente estragava a alegria do dia.

O próximo vizinho, era o pior. Pra começar que ele miava o dia inteiro. Não, isso não é uma metáfora. Ele miava, literalmente. E como se não bastasse ser louco, o cara ainda era ladrão. Todo santo dia, lá vinha ele e seus comparsas carregando várias bicicletas, que no outro dia já haviam sido – creio eu – vendidas.

Aliás, ele é o principal suspeito do assalto que ocorrera em nosso apartamento logo que nos mudamos para o local. Na verdade, sempre tivemos uma pequena desconfiança, a quase certeza veio umas duas semanas antes de sairmos de lá.

Eu estava viajando (fatídico!) e o resto dos guris que moravam comigo estavam prestes a dormir. Nesse momento algum ser inoportuno bate na porta por repetidas vezes. Nenhum deles realmente se coça pra atender, certamente porque sabiam que era um dos loucos. E dar papo pra louco, em inglês, em plena madrugada, não é algo que chame atenção das pessoas de uma forma geral.

Foi quando esta pessoa muito inteligente se dirigiu até a janela de um dos nossos quartos e tentou abri-la (morávamos no térreo), pra surpresa dos guris. Quando o jumento do vizinho percebeu que havia gente no apartamento, saiu correndo e se trancou no apartamento dele.

Ao invés de miar, o cara deveria zurrar, de tão burro que é. Naquele mesmo dia mais cedo, ele havia jogado uma lata de tinta pela janela da sua casa, que ainda encontrava-se fresca pela noite. Certamente que os passos dele ficaram marcados, por causa disso, desde a cena do crime até a porta da casa dele.

Os guris logicamente chamaram a polícia irlandesa – mais conhecida como Garda. Mas esses também são incompetentes e não fizeram nada. No fim das contas o cara ficou limitado a não sair de dentro do flat dele, caso contrário ele seria preso. E semanas depois, segundo nos informou o Landlord (dono da casa), ele seria despejado.

Mesmo assim, unimos o inútil ao desagradável e partimos dessa pra uma melhor. Até porque, mesmo com o vizinho louco sobre controle, ainda tínhamos o problema do barulho com as duas feras. E esse arranca rabo deu história pra contar.

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Updates

4 04UTC Julho 04UTC 2008

Hoje resolvi escrever de maneira diferente. Como não tenho tempo para ficar postando no blog toda hora, embora tenha várias coisas pra comentar, decidi fazer um apanhado geral dos acontecimentos. Coisa grande… Queima de cartucho total, eu sei, but… whatever!

Abbey College

Tenho certeza que muita gente vai chegar ao blog através do google pesquisando por essa palavra. Abbey College é o nome da escola onde estudo. É boa? Não! É ruim? Também não!

Aprender inglês na Irlanda, uma vez no país, passa a ser um objetivo em segundo plano. A grande maioria das pessoas vem pra cá pra estudar inglês, e a grande maioria, depois que arranja emprego, começa a redirecionar suas metas. Tem gente que nem a aula vai mais.

Primeiro, porque aqui se convive com MUITO brasileiro. Inglês só no trabalho e nas lojas. Segundo, porque o inglês Irlandês é horrível. É difícil de entender, é errado… bem de interior. E terceiro, porque as pessoas preferem trabalhar pra juntar dinheiro e viajar, ou rembolsar o investimento feito com o intercâmbio.

Essa mentalidade torna o ensino um problema. Muita gente vai à aula só pelo visto – uma vez que para renová-lo é necessária uma presença superior a 85% -, e isso acaba influenciando na forma com que os alunos encaram a aula e, na forma com que a escola encara o interesse dos alunos.

Mas isso depende muito. Depende dos teus colegas e do andamento da aula, e depende do professor. Até o momento tive sorte nesse aspecto. Já passei por três salas de aulas diferentes. Comecei no Intermediate, depois passei pro Upper Intermediate, e agora já tô no Advanced (onde eu deveria ter começado).

A primeira professora era boa, mas era uma égua que só dava coices. Êta mulher bem grossa. A segunda professora era muito simpática. Até demais. Sentia como se estivesse sendo alfabetizado. Agora, na terceira aula, o andamento tá bem melhor. O professor é meio novato no que diz respeito a dar aulas, mas é bom. E a dinâmica de aula é muito melhor. Antes eu terminava os exercícios e ficava esperando horas até que os professores dessem seguimento ao conteúdo, agora, o ritmo é bem mais acelerado e o nível mais puxado.

A estrutuda da escola é boa! Tudo novo e bem cuidado. As aulas são todas guiadas através de apresentações em Power Point. Até o momento recebi materiais novos sempre que mudei de nível e, pelo que me consta, são livros de qualidade.

Um problema na escola é a falta de Internet. Há somente DOIS computadores com Internet para os alunos. Obviamente que nunca estão disponíveis. Outras escolas possuem salas com trocentos computadores e/ou sinal wireless. Nada que comprometa tanto o ensino. Mas, no mínimo, é um retrocesso.

Work

Há um tempo atrás comentei sobre novidades no trabalho, “promoções” (entre aspas) etc. O que aconteceu foi o seguinte: éramos 12 contratados temporários para 3 vagas permanentes. Eu fui um dos escolhidos para uma dessas vagas juntamente com o Guto, o outro pelotense que trabalha lá, e o paquistanes bizarro.

Quando soube que iria ser contratado, aceitei o convite com a vontade de negá-lo. Não que o trabalho seja difícil, bem pelo contrário. Mas é alienante. E trabalhar de madrugada não é uma das melhores opções (apesar de pagar melhor). De qualquer maneira, é esse trabalho que tem pago meu aluguel, minhas viagens e minha futura mochilada. Então tá ótimo!

Mas ainda hei de encontrar um trabalho na área de comunicação!

Outra coisa que me deixou aflito com relação ao trabalho foi que, quando me chamaram, eu não sabia se o Guto havia sido chamado também. E isso era um problema por dois motivos: 1) porque ele havia me indicado e eu me sentiria super mal se eu fosse contratado e ele não; 2) porque ele já estava aqui há três meses e eu apenas há três semanas. Ainda bem que no final das contas ambos fomos contratados (e não me perguntem os critérios dessa seleção porque os 9 restantes tinham BEM mais experiência que nós na arte de arrumar prateleiras).

Ainda no que diz respeito a “promoções”, eu e o Guto fomos chamados para um treinamento de Caixa. Aprendemos como se mexe naquelas bodegas, recebemos material para ler, mas até agora necas de trabalhar sentadinho no bem bom das máquinas registradoras. Dão o doce pra criança e depois tiram! Isso não se faz!

Home Sweet Home

Aluguel aqui não é barato. Um apartamento pequeno de dois quartos não sai por menos de mil Euros. No momento moro num apartamento nesses padrões, e divido-o com mais quatro brasileiros. A coisa é apertada, mas dá pra viver tranquilamente.

Depois de ter me mudado provisoriamente para o apartamento da Jéssica, imediatamente comecei a procurar um cantinho para chamar de meu. Nesse meio tempo, o estresse rolava solto no club da Luluzinha. As gurias, homemates da Jejé, estavam em pé de guerra. Problemas de convivência. Tipo, disputa do quarto azul versus o quarto amarelo, sabe? Daí então eu enxutei elas pra fora e fiquei com o apartamento.

Tá, não foi bem assim! Mas eu quero contar a minha versão mais emocionante dos fatos. :)

Elas se mudaram, eu continuei aqui, e pra cá vieram outros que conheci na minha escola. Um de Santos, um do Mato Grosso e dois do Piauí (os dois últimos já se mudaram, dando espaço a outro piauiense e um catarinense).

E embora essa muvuca de pessoas, sou eu que ponho ordem nesse chiqueiro. Tá, outra mentira. Mas sou eu o chato da casa. Eu que incomodo pela louça lavadinha e guardada. Eu que colo bilhetes pela casa do tipo “puxe a descarga, meu filho! Meu nariz não vem com Bom Ar embutido, não!” Coisa que, aliás, adooooro fazer! hehehe

“Ó! Toma aí, deixaste tuas coisas jogadas! Guarda!” Cara, e como eu adoro ser chato! :)

Aliás, grandes e magníficas descobertas. Além de ser um chato de plantão, sou um ótimo dono de casa! Estou, paulatinamente, aprendendo a cozinhar. Lavo, passo; limpo banheiro, cozinha e apendices. Não consigo ficar parado. Coisas que só a criação da Dona Mirian (minha mãe) faz por você! hahaha

Mas, como tudo nem sempre são flores, algo de ruim tinha que acontecer. No fim de semana em que passei em Londres, fomos assaltados. Sim! Esse tipo de coisa não acontece só no Brasil, não! Entraram no nosso apartamento e roubaram uma televisão, um video game e uma câmera digital. Tudo do mesmo guri! Puta prejuizo! Pensamos em nos mudar, mas acabamos decidindo por continuar aqui. Só que agora a atenção tá redobrada.

A desconfiança é direcionada aos vizinhos. A casa onde moramos, na verdade não é bem uma casa. É um prédio que acomoda cinco flats, cinco apartamentos. Nos três meses em que as gurias moraram aqui, nada similar havia acontecido. Duas semanas depois de nos mudarmos com o equipamento, pimba! Fomos roubados. Alguma hipótese melhor?

De qualquer maneira, agora a situação tá mais tranquila e os olhos mais abertos. Esperamos que o popular ditado seja verdade (pelo menos pra nós), e que esse raio não caia duas vezes no mesmo lugar, porque ficar se mudando não é legal. Além do mais, eu gosto dessa zona, cheia de árvores e perto dos transportes públicos. Mesmo sem super mercado (barato) por perto já me basta.

Travel

Um dos sonhos da minha vida sempre foi fazer uma mochilada pela Europa. Agora, morando na Irlanda, e juntando algum dinheiro, estou a poucos passos (ou meses) de conseguir realizar esse sonho.

Pra inicio de conversa, já fui pra Londres e já fiz road trip na Irlanda. Claro que isso não me basta. Os road trips vão continuar na primeira oportunidade. E as viagens então… Já estão meio encaminhadas.

Agora, final de julho, estarei indo para Paris. Mais um sonho prestes a ser realizado! E em novembro, passagens já adquiridas para Liverpool, no mesmo período em que vai acontecer por lá o Europe Music Awards – uma premiação da MTV para a música européia (e mundial também).

E nesse mesmo período, não sei se antes ou depois de Liverpool, estou programando minha mochilada pela Europa. Minhas aulas terminam inicio de outubro. Até lá, já vou ter juntado uma boa grana pra isso. O roteiro já está em processo inicial. Assim que estiver com ele pronto, as passagens compradas, e o o cronogrâma montado, falo mais sobre isso.

Urtiga

Urtiga é uma palavra que umas colegas de colégio utilizavam para rotular uma pessoa jeca, uma pessoa caipira. Por aqui, estou começando a achar que sou um grande urtigão! Há certas coisas tão banais, mas ao mesmo tempo tão fora da minha realidade, que as vezes sinto como se eu fosse um caipira oriundo do interior do vilarejo onde o diabo perdeu as botas.

Esses dias, voltando do trabalho de táxi, passei por uma dessas situações. Antes, quero abrir um parenteses para explicar que essa situação do taxi é fora do comum, mas, quando somos liberados mais cedo do trabalho, e não há opções de transportes públicos, essa se torna a única saída viável.

Explicado, voltemos!

Embarco no taxi, e procuro pelo taxímetro. Não vejo NADA! Começo a duvidar naquele momento da seriedade daquele motorista. “Será que ele é credenciado pelo órgão regulador dos taxistas da Irlanda? Será que ele vai me cobrar fora dos padrões comerciais normais? Ai, meu Deus? CADÊ a PORRA do TAXÍMETRO?”

Aqui é assim. Cada desespero é potencializado em mil. Ainda mais quando o assunto é dinheiro. Sabe-se lá o que passa pela cabeça dessa gente maluca.

Daí, mais calmo, e com a cabeça mais limpa, olho no espelho retrovisor, e vejo um holograma com uns números em vermelho: fare, time, tax… Comecei a rir alto! COMO ASSIM? QUE COISA MAIS TECNOLÓGICA É ESSA? “Já uso esse sistema há uns cinco anos”, me disse o motorista. Ri mais… de mim mesmo, lógico.

Polish

Se tem uma coisa que irrita aqui são os ploneses. Eu já comentei sobre a raça uma vez no blog. Mas eles são tão insuportáveis que merecem novamente a minha (e a sua) atenção.

Obviamente não vamos generalizar. Mas a maioria dos poloneses com quem trabalho roubam produtos no supermercado, conseguem ser mais grossos e estupidos que os irlandeses, são bipolares e têm um vocabulário limitado a palavra “kurva” (que eu não sei se escreve assim).

“Kurva”, pra quem não sabe, significa a mesma coisa que “fucking” ou, talvez, “essa porra”! “This fucking job”, “Essa porra de trabalho”. Ou, no sentido mais literal, “puta” mesmo! Enfim… É um palavrão! E é a palavra que mais vais ouvir um polonês falar ao encontrares com um: “kasptivisk karyunucy kurva sanibshy, Kurva pushiasky kurva, kurva!”.

Resumindo, eles me irritam. :)

The End

De uma maneira resumida e bem geral, esses são alguns aspectos da minha vida na Europa. Planos, novos acontecimentos e super reviravoltas nos próximos capítulos, não perca! ;)

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God Save The Queen

20 20UTC Junho 20UTC 2008

Seis e meia da manhã de uma sexta-feira. Mais uma noite acordado em função do trabalho e dormir não era uma possibilidade. O avião decolaria às 9:15, mas o check in deveria ser feito necessariamente com 40 minutos de antecedência.

O tempo era curto! Tomar café, imprimir papéis referentes ao vôo, passar na escola pra entregar um documento e ainda pegar o ônibus em direção ao aeroporto. Coisas aparentemente simples, mas que se transformam em eventos gigantescos devido as distâncias.

Estávamos eu e o Guto, correndo contra o tempo. Ou junto dele! Ir para o aeroporto era a mais complicada das tarefas. Ônibus pra lá não se encontra em cada esquina, e a viagem duraria em torno de 40 minutos. Mas no final das contas deu tudo certo. Chegamos na parada no momento certo e partimos.

Nesses quarenta minutos o sono ainda não tinha começado a se manifestar. Havia uns mexicanos no ônibus, também indo para Londres, que começaram a puxar assunto. Falaram das mochiladas que estavam fazendo, das cursos na espanha etc. Tudo em português, porque o cara falava muito bem. Nós é que não sabíamos porra nenhuma de espanhol.

Chegando no aeroporto foi tudo muito tranquilo. Deu até tempo de tirar uma cochilada num sofá qualquer. Claro, deu tempo, mas não deu vontade. A ansiedade falou mais alto!

No embarque, como não poderia ser diferente, revistaram a MINHA mochila e jogaram fora MEU desodorante novinho. “Isso daqui não pode!”, disse a vadia. Entendo que é questão de segurança, regras, etc. Mas mesmo assim fiquei indignado. Pelo menos cinco gerações da mulher foram amaldiçoadas por mim depois desse evento.

No vôo, sim, momento de recuperar o sono! zzzzzzz

Chegando em Londres, a empolgação não poderia ser maior! Pegamos mais um ônibus, dessa vez até o centro londrino. Mais 90 minutos. Nesse momento o sono pegou pesado. Eu preferi ficar de olhos estalados, tentando olhar tudo que estivesse ao meu alcance. O Guto se entregou.

Descemos na parada da Victoria Station, e tomamos um susto. Gritos escandalosos surgiam de algum lugar que eu ainda não tinha discernimento pra identificar devido ao cansaço da viagem. De repende surge uma cabeça loira em minha direção, pulando, gritando, esperneando e sapateando. Ninguém menos que a mazanza mór, Nathalia.

Depois de todo o escândalo, fomos até a casa dela largar as coisas e então partimos, finalmente, para o turismo. O roteiro já tava esquematizado há semanas pela Nathalia.

A primeira coisa que fizemos foi andar de Tube. O clássico e histórico metro de Londres. Nada de grandes diferenças com relação a outros metros que já havia andado, a não ser pelo fato de ESTAR em Londres, perfurando o subsolo daquela maravilhosa cidade!

Por um momento tive um mínimo medo de estar ali, onde atentados já haviam acontecido, onde um brasileiro já havia morrido. Bobagem, eu sei! Mas a insegurança de saber que não há latas de lixo nas estações de metro exatamente para evitar que outros eventos similares aconteçam, remetem a essa possibilidade.

Foi um pensamento rápido, porém estranho. Passou logo, porque havia muito mais coisas legais pra ocupar o cérebro!

No primeiro dia passamos pela estação do Harry Potter, pelo Picadilly Circus – centro de Londres. Encontramos a brasileirada amiga da Nathalia em um pub, e fomos no Big Ben!

Nesse, especialmente, fomos duas vezes. Uma de dia e uma de noite. Merece! Não tem como dizer em qual momento ele é mais bonito. E visto de cima, então… Coisa que só o “flight” no London Eye proporciona.

Nossa idéia, depois de todo o turismo na região, era aproveitar a balada londrina. Nunca deu certo! O cansaço era sempre maior. Totalizando, eu e o Guto dormimos cerca de 10 horas nos quatro dias que ficamos em função dessa viagem. Foi difícil, mas valeu muito a pena.

O segundo dia, foi o dia mais proveitoso. Começamos com um legítimo English Breafast. Gordo, não saudável, mas muito gostoso. Ou isso foi no terceiro? Nada mais me lembro! Nada-mais-me-lembro! Too much information!

Lembro, que nesse dia fomos no Bin Ben novamente. Andamos no London Eye, como já havia falado. Trafalgar Square. Tower Bridge.

E legal que perto da Tower Brigde havia uma luneta gigante que dava pra ver Nova York ao vivo, e vice-versa. Não olhamos porque a fila era grande e tínhamos um cronograma apertado. Mas deu vontade!

No caminho para esses passeios, passamos por um lugar com uma muvuca de pessoas. Foi onde tivemos oportunidade de tirar fotos com os guardas reais, os carros etc. Os caras estavam ensaiando, apenas ensaiando, para o aniversário da Rainha na próxima semana. E olha que só pro ensaio o evento já era pomposo!

Pelo menos um dos guardas nos disse que era isso!

A noite, “janta” no Hard Rock Café. Nachos! Se eu soubesse que Nachos era tão bom, já teria comido a mais tempo!

E pra finalizar o dia, nos perdemos na volta pra casa! Uhuul! Chegamos em casa 3 da manhã, pra acordar às 7 no outro dia. Tá, às 8. Oito e meia e não se fala mais nisso! hehehe

Acabando nossa viagem, reservamos o dia de domingo para acompanhar a troca da guarda real (ou a troca da rainha, como chamávamos), e visitar os lugares que faltavam. E que continuaram faltando! A “troca da rainha” é um “teatrinho” que encanta! Não há piruetas, nem lança-chamas, nem nada. É a banda, tocando musiquinhas, marchando etc.

Mas é a BANDA REAL, a GUARDA REAL, de uma monarquia real, em uma tradição que acontece há sei lá quanto tempo!

Engraçado que até a música do Indiana Jones eles tocaram!

Bom, mas chega de troca de guarda. Vamos trocar de assunto! Hein, hein…

De lá partimos para A viagem. O Guto, um dia tenista, quis ir até Wimbledon. E lá fomos nós. Cinquenta Tubes, trinta ônibus, e 40 horas. Na minha escala exagerada, isso foi o necessário pra chegar ao estádio, localizado nas pregas do cu de Londres.

Perdemos muito tempo nessa brincadeira. Mas, como sempre disse e sigo dizendo, tudo foi muito válido. Nos divertimos a beça, rimos como loucos, caminhamos como andarilhos e, por isso, conhecemos pequenos lugares que, mesmo simples, foram válidos até o último calo do pé.

Terminamos a noite (porque já era noite quando fomos embora) na Pizza Hut. Aliás, o que mais comemos nessa viagem foi fast food. Impressionante!

Neste momento o esgotamento estava beirando o limite. E ainda assim fomos para o centro TENTAR aproveitar alguma noitada da cidade. Claro que deu errado!

No final das contas chegamos em casa tarde o suficiente pra nos proporcionar apenas UMA hora de sono entre o final desse dia e o inicio do próximo.

A despedida foi chata, como qualquer despedida. Três dias não são suficientes pra matar as saudades de uma grande amiga, e muito menos é tempo suficiente pra conhecer tão bela e grande metrópole quanto Londres.

Mas despedir-se é um mal necessário. Então partimos. Cansados, podres, exaustos, porém satisfeitos.

A viagem de volta foi aproveitada ao máximo para pôr o sono em dia. E naqueles breves momentos de lucidez, serviu pra mentalizar de uma vez por todas a vontade de seguir me cansando por esse mundo aí fora.

Londres, me espera que eu ainda volto. E o resto do mundo que me aguarde!

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The Cliffs

15 15UTC Junho 15UTC 2008

São 3h30 da manhã e não faz muito que acabamos de chegar de viagem. Foi um dia cansativo, mas mega válido. Colocamos o pé na estrada pra valer, com o gostinho de roadtrip mais verdadeiro possível. Hoje, com certeza, renovei minha carteirinha da Funai!

O programa de índio já começou antes mesmo da viagem: a falta de sono. Saí do trabalho às 5h30 da manhã direto pra viajar, ou seja, de virada!

Não que eu esteja reclamando, adoro uma indiada! ;)

Logo depois de terminar o texto da última postagem, fomos correndo para a locadora de veículos retirar o carro reservado. Éramos 5: eu, Jéssica, Dani, Karina (housemates da Jéssica) e Tiago (meu colega de trabalho).

Chegamos na locadora por volta das 10 horas, mas só conseguimos retirar o carro ao meio dia. Acreditem ou não, foi preciso enfrentar uma fila no local, o que fez com que o processo demorasse mais.

A Jéssica, que organizou toda a questão da locação, foi quem retirou o carro, junto com a Karina e um amigo delas maior de 25 anos (jeitinho brasileiro pra deixar o aluguel mais barato).

Eu, Tiago e Dani ficamos esperando numa escadaria do outro lado da rua.

Ao vermos o carro que iríamos viajar ficamos chocados. Havíamos alugado um Golf, um dos carros mais baratos. Mas acontece que não havia mais nenhum disponível, então a seguradora aumentou 3 níveis do carro de graça. Acabamos saindo de lá com um Mondeo praticamente zero.

A responsabilidade pesou e logo o medo foi dando as caras. “Ai, gente… acho melhor a gente ir pra um lugar mais pertinho, tomar um chimarrão… essa história de viajar pra longe com esse carro tá complicada”, disse a Jejé. Não havia como não concordar com isso. Muita responsabilidade, mesmo! Mas, mesmo assim, optamos por viajar. O espírito aventureiro falou mais alto!

E adivinhem quem foi o motorista?

No inicio foi tudo muito estranho. É muito detalhe pra se prestar atenção ao mesmo tempo: GPS, rodovias, mão ao contrário, sinalização… O pior foi a troca de marchas. Muitas vezes meti a mão na porta em reflexo ao jeito “normal” de se dirigir. Mas logo a gente se acostuma.

E já nesses 5 minutos de testes passo com o pneu dianteiro esquerdo por uma “cratera” na rodovia. Por um momento pensamos que o pneu havia furado. Mas isso não aconteceu.

Aconteceu pior. Explico mais a frente!

Nos dirigimos em direção a Galway, a tal cidade localizada a umas 3 horas de Dublin. O GPs bêbado se perdia de vez em quando, mas foi muito útil. Nossa viagem se deu tranqüila. Algumas bobeadas, algumas perdas de sinal, mas nada de grandes problemas.

E já no estágio inicial, houve mudanças de planos. Alguém nos falou de uns tais Cliffs, uns penhascos que ficavam perto da cidade onde estávamos indo. Como não tínhamos roteiro, e não sabíamos exatamente o que veríamos lá, optamos por mudar de direção e ir para The Cliffs Of Moher – localizados numa tal de County Clare.

Paramos em um restaurante de estrada. Comemos para podermos então seguir caminho. Foi quando nos deparamos com os reflexos do buraco que antecedeu a viagem. Um pneu vazio e um aro amassado.

Pra quem não sabe, esses carros de hoje em dia possuem pneus radiais, ou seja, pneus sem câmara de ar. Quando um prego fura esse tipo de pneu, ele não estoura, mas vai esvaziando aos poucos. Isso dá tempo pro motorista rodar mais um pouco. O mesmo acontece se o aro amassa. Como não há câmara, qualquer deformação pode ocasionar perda de ar. Foi o que aconteceu.

E o pior é que o estepe dos carros aqui é um mini estepe que só serve de quebra-galho. Muito engraçado. Ele é bem fininho e só suporta 80 km/h de velocidade (o que numa free way não dá, né!).

Então estávamos fodidos. Sem estepe, sem borracheiro, sem nada (aliás, cadê os borracheiros, os postos de gasolina e as bombas de ar desse país?).

Por esse motivo pensamos em desistir e voltar para Dublin. Mas guerreiros que somos, e bons membros da Funai, optamos por arriscar e continuar a viagem. Enchemos o pneu, e torcemos para que ele esvaziasse o mais devagar possível!

“Great sucess!” :)

Levamos horas pra chegar na porra dos penhascos, mas valeu a pena. O lugar é lindo! E como se não bastasse, todo o caminho percorrido pra se chegar lá, também. Parávamos em toda construção antiga que avistávamos para tirar fotos.

Engraçado que todo interior que percorremos é asfaltado. Nada de estrada de terra. Tá certo que as estradinhas eram medonhas e cabulosas, muitas vezes sem espaço para dois carros. Mesmo assim o nível é completamente diferente!

Senti como se estivesse num daqueles filmes de grandes paisagens naturais.

Na volta, não tive condições de dirigir por causa do sono. Voltei dormindo e o Tiago assumiu a direção! Viagem tranqüila, mas com o problema do pneu sempre em mente!

Agora o carro tá lá, na rua, esperando pelo sol da manhã pra ser levado de volta. E nós torcendo pra que o pneu resista essas últimas horas firme e forte. Assim como nós o fizemos contra todos os contratempos que apareceram!

h1

News

30 30UTC Maio 30UTC 2008

Pessoas… tenho muuuuuitas coisas interessantes pra contar, referentes a mudança de endereço, “promoção” no emprego, e viagens; mas como ainda não tenho internet em casa, fica difícil ficar escrevendo aqui. E o tempo tá curto, também! Muita correria.

Mas assim que eu estiver on-line novamente, falo sobre as novidades, e também, sobre aquelas pequenas coisas do dia-a-dia que todo mundo quer saber e que eu ainda não tive oportunidade de contar…

Ah… E mais uma coisa…

TÔ INDO PRA LONDRES NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA! EEEEEEEE!

Me espera, Nathalia! Tô chegando! :D

Cof, cof… (se gabando…)

h1

Herbie

21 21UTC Maio 21UTC 2008

Alguem ai lembra do Herbie?

Pois olhem o que eu achei no estacionamento do Dunnes onde trabalho:

So uma palavra: FODA!