The Cliffs

São 3h30 da manhã e não faz muito que acabamos de chegar de viagem. Foi um dia cansativo, mas mega válido. Colocamos o pé na estrada pra valer, com o gostinho de roadtrip mais verdadeiro possível. Hoje, com certeza, renovei minha carteirinha da Funai!

O programa de índio já começou antes mesmo da viagem: a falta de sono. Saí do trabalho às 5h30 da manhã direto pra viajar, ou seja, de virada!

Não que eu esteja reclamando, adoro uma indiada! 😉

Logo depois de terminar o texto da última postagem, fomos correndo para a locadora de veículos retirar o carro reservado. Éramos 5: eu, Jéssica, Dani, Karina (housemates da Jéssica) e Tiago (meu colega de trabalho).

Chegamos na locadora por volta das 10 horas, mas só conseguimos retirar o carro ao meio dia. Acreditem ou não, foi preciso enfrentar uma fila no local, o que fez com que o processo demorasse mais.

A Jéssica, que organizou toda a questão da locação, foi quem retirou o carro, junto com a Karina e um amigo delas maior de 25 anos (jeitinho brasileiro pra deixar o aluguel mais barato).

Eu, Tiago e Dani ficamos esperando numa escadaria do outro lado da rua.

Ao vermos o carro que iríamos viajar ficamos chocados. Havíamos alugado um Golf, um dos carros mais baratos. Mas acontece que não havia mais nenhum disponível, então a seguradora aumentou 3 níveis do carro de graça. Acabamos saindo de lá com um Mondeo praticamente zero.

A responsabilidade pesou e logo o medo foi dando as caras. “Ai, gente… acho melhor a gente ir pra um lugar mais pertinho, tomar um chimarrão… essa história de viajar pra longe com esse carro tá complicada”, disse a Jejé. Não havia como não concordar com isso. Muita responsabilidade, mesmo! Mas, mesmo assim, optamos por viajar. O espírito aventureiro falou mais alto!

E adivinhem quem foi o motorista?

No inicio foi tudo muito estranho. É muito detalhe pra se prestar atenção ao mesmo tempo: GPS, rodovias, mão ao contrário, sinalização… O pior foi a troca de marchas. Muitas vezes meti a mão na porta em reflexo ao jeito “normal” de se dirigir. Mas logo a gente se acostuma.

E já nesses 5 minutos de testes passo com o pneu dianteiro esquerdo por uma “cratera” na rodovia. Por um momento pensamos que o pneu havia furado. Mas isso não aconteceu.

Aconteceu pior. Explico mais a frente!

Nos dirigimos em direção a Galway, a tal cidade localizada a umas 3 horas de Dublin. O GPs bêbado se perdia de vez em quando, mas foi muito útil. Nossa viagem se deu tranqüila. Algumas bobeadas, algumas perdas de sinal, mas nada de grandes problemas.

E já no estágio inicial, houve mudanças de planos. Alguém nos falou de uns tais Cliffs, uns penhascos que ficavam perto da cidade onde estávamos indo. Como não tínhamos roteiro, e não sabíamos exatamente o que veríamos lá, optamos por mudar de direção e ir para The Cliffs Of Moher – localizados numa tal de County Clare.

Paramos em um restaurante de estrada. Comemos para podermos então seguir caminho. Foi quando nos deparamos com os reflexos do buraco que antecedeu a viagem. Um pneu vazio e um aro amassado.

Pra quem não sabe, esses carros de hoje em dia possuem pneus radiais, ou seja, pneus sem câmara de ar. Quando um prego fura esse tipo de pneu, ele não estoura, mas vai esvaziando aos poucos. Isso dá tempo pro motorista rodar mais um pouco. O mesmo acontece se o aro amassa. Como não há câmara, qualquer deformação pode ocasionar perda de ar. Foi o que aconteceu.

E o pior é que o estepe dos carros aqui é um mini estepe que só serve de quebra-galho. Muito engraçado. Ele é bem fininho e só suporta 80 km/h de velocidade (o que numa free way não dá, né!).

Então estávamos fodidos. Sem estepe, sem borracheiro, sem nada (aliás, cadê os borracheiros, os postos de gasolina e as bombas de ar desse país?).

Por esse motivo pensamos em desistir e voltar para Dublin. Mas guerreiros que somos, e bons membros da Funai, optamos por arriscar e continuar a viagem. Enchemos o pneu, e torcemos para que ele esvaziasse o mais devagar possível!

“Great sucess!” 🙂

Levamos horas pra chegar na porra dos penhascos, mas valeu a pena. O lugar é lindo! E como se não bastasse, todo o caminho percorrido pra se chegar lá, também. Parávamos em toda construção antiga que avistávamos para tirar fotos.

Engraçado que todo interior que percorremos é asfaltado. Nada de estrada de terra. Tá certo que as estradinhas eram medonhas e cabulosas, muitas vezes sem espaço para dois carros. Mesmo assim o nível é completamente diferente!

Senti como se estivesse num daqueles filmes de grandes paisagens naturais.

Na volta, não tive condições de dirigir por causa do sono. Voltei dormindo e o Tiago assumiu a direção! Viagem tranqüila, mas com o problema do pneu sempre em mente!

Agora o carro tá lá, na rua, esperando pelo sol da manhã pra ser levado de volta. E nós torcendo pra que o pneu resista essas últimas horas firme e forte. Assim como nós o fizemos contra todos os contratempos que apareceram!

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4 Respostas so far »

  1. 1

    fabih said,

    que divertidooooooooooooo!
    heauiehaieuaheiauehaieuaheiae
    Ai gente.. escuto a voz da jejé naquela frase.
    saudades alucinógena.
    beijooo

  2. 2

    Paty - Javali said,

    Ai Chicooooooo
    que massa esse viagem de vcs….
    só faltou o Fred ai pra deixar faltar gasolina…..hehhe…lembra?????????
    beijosssssssssss

  3. 3

    Marta Antunez said,

    e aih!!!
    mas existe inveja boa neh!?!?!?
    espero que sim!!!!!
    hehehehehe
    Beijosss (vo la comer meu circulo´s)

  4. 4

    […] da última vez, com o incidente do pneu, o furacão foi passageiro. O resto da viagem foi […]


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