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Chegadas e Partidas

Em 2008 toda realidade vivida por mim durante 21 anos foi quebrada, não em um passe de mágica, mas em um passe de avião. Saí da minha pacata vida de cidadão pelotense rumo a mais pacata ainda vida de turista irlandês (sim, porque cidadão nunca! credo!).

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Morei “sozinho”. Ou quase isso…

Precisei lavar pratos. Precisei lavar minhas próprias roupas – sempre separando as claras das escuras! Precisei trabalhar arduamente para sustento do estômago e  recheio da carteira.  Precisei dar bronca em marmanjo a fim de ensiná-lo a  seguir a escala de limpeza do banheiro (e assim me tornei o orgulinho da mamãe). Enfim, precisei de muitas novas atitudes.

E como se isso não fosse o suficiente, tive a oportunidade de realizar um grande sonho: coloquei a mochila nas costas, o pé na estrada e parti pro mundo. Estive em lugares os quais nunca imaginei que visitaria. Conheci pessoas incríveis e aprendi muito com elas. Aprendi com as pessoas cretinas também, aliás.

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Não aproveitei tudo que pude, mas realizei tudo aquilo que sempre desejei.

Saí com um saldo super positivo desse ano tão incomum na minha vida. E mesmo assim, não me sinto completamente realizado. Sinto que o mundo tá aí pra ser desbravado, que as pessoas estão aí para serem conhecidas, e as culturas para serem experienciadas.

Quando voltei pro Brasil já estava com muitas saudades de todo aquele pequeno mundo que me cercou durante uma vida inteira. Não via a hora de chegar em casa! Foi dessa forma a qual percebi que não há nada como nosso lar. É sempre bom ter um canto de conforto pra onde sempre se possa voltar.

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Veja bem, VOLTAR! Verbo que pressupõe a partida. Hoje é isso que absorvo: não há nada no mundo melhor que o MEU mundo. Mas não há nada que nos faça perceber isso senão as diferentes realidades de outros mundos.

Os planos para o futuro são variados. Quero partir e aproveitar o que o mundo tem a me oferecer. Mas não quero um pacote fechado. Quero poder voltar e contribuir contando com aquilo que aprendi. Peço muito? Talvez. Mas é isso que eu quero e é disso que vou atrás. Nem que os tiros sejam dados em direção a todos os pontos cardeais.

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